
Faculdade
de Venda Nova do Imigrante
CURSO
DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
NÚCLEO
DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO
PSICANÁLISE
RAIMUNDA
HENRIQUE RABELO DA SILVA
Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
Fortaleza
2022

Faculdade
de Venda Nova do Imigrante
CURSO
DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
NÚCLEO
DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO
Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
Artigo
científico apresentado a Faculdade FAVENI como requisito parcial para a
obtenção do título de Especialista em Psicanálise.
RAIMUNDA
HENRIQUE RABELO DA SILVA
Fortaleza
2022
Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA
Declaro que sou autor deste Trabalho de
Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e
integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas
consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos
dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de
produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena
consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total
responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos
autorais (Nos termos da 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de
Serviços).
RAIMUNDA
HENRIQUE RABELO DA SILVA
______________________________________
e-mail: rayhenriquerabelo@gmail.com
Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA
Resumo.
A
autora é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Especialista
em Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado – AEE. Desde o ano
de 2003, sempre desenvolveu a ideia de que a escuta do adulto, adolescente e da criança é relevante, em
particular escutar a dor interior dos seus familiares. No exercício
profissional tem a oportunidade de vivenciar conflitos emocionais de familiares
com crianças e adolescentes com conflitos emocionais diversos. É possível que a
partir da escuta se possa identificar a presença de distúrbios psiquiátricos,
a ser acompanhado por médico especializado, e ao educador e psicanalista saber
diferenciar o que pode ser transtornos e distúrbios psiquiátricos a contar com
o conflito emocional apresentado. Para exercer o “Poder de Escuta” e contribuir
seguramente com o usuário é importante entender as bases de conhecimento do
comportamento humano. E neste sentido compreendo que a base cientifica
adquirida na Pós-Graduação FAVENI (Curso
de Especialização – Título de Psicanalista) fornece os princípios para
iniciar estudos mais profundo. Neste artigo objetivando o título de
especialista em Psicanálise, se tem na escuta um importante aliado para
assistir o usuário, no auxílio ao distúrbio mental, enquanto “síndrome” ou
doença que afeta a mente de várias formas. Nas salas de AEE encontramos
manifestações diversas, e as mais comuns desse transtorno estão ansiedade
generalizada, pânico, alucinações, compulsões, bipolaridade, entre outros
comportamentos que devem ser diagnosticados e tratados pelo médico psiquiatra,
e ter na psicanálise ou psicopedagogia um suporte de integração social. Neste
sentido podemos entender que a integração social passa a ser o conjunto de
processos utilizados para que todos os elementos de uma sociedade dialoguem e
existam relações sociais pacíficas. Isto é, garantir que todos os elementos da
sociedade nela sejam incorporados, garantindo a sua coesão. Novamente podemos afirmar que na escuta,
principalmente no ambiente escolar onde se opera com crianças com deficiências
física e mental, este o ato de ouvir o discente, o professor, o familiar que tem
usuário no AEE podemos contribuir com a inclusão social e evitar a exclusão. E
neste sentido trago a colação que na escola não pode haver exclusão social. Assim, o psicanalista na escola com Serviço
Público ou Privado de AEE, ao trabalhar o afastamento da exclusão social, ou seja à discriminação institucional de
pessoas ou grupos, deixando-os fora dos sistemas convencionais, estaremos contribuindo para que indivíduos
e classes sejam socializado em ambientes multiculturais que terão uma maior
facilidade em relacionar-se e compreender indivíduos de culturas diferentes.
A presença do “poder de escuta” deve ser
transformado em sentimentos de pertencer, ampliando a segurança reduzindo a
preocupação. Na escuta, o
profissional psicanalista pode transformar a ideia de busca de sentimentos
positivos, desfazendo à criação de estereótipos, preconceitos e diferentes
formas de discriminação como o racismo, xenofobismo ou homofobia. E o
preconceito ao deficiente mental em suas mais diversas variedades nosológicas e
nosográficas. Na escuta poderemos contribuir para afastar os motivos de
exclusão social: a) Etnia; b) Religião; d) Gênero; e) Orientação Sexual; f) Classe
social; g) Ideologias Políticas; h) Idade; i) Aparência; e j) Deficiências.
Palavras-chave: Neurociência e
Mapeamento Cerebral. SÍNDROMES COM
REPERCUSSÃO NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, DISTÚRBIOS E TRANSTORNOS
NEUROPSICOLÓGICOS. Processo de aprendizagem. Distúrbios de
Aprendizagem e Comportamento.
Psychoanalysis: Proposal for the importance of listening
RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA
Summary.
The
author is a specialist in Clinical and Institutional Psychopedagogy, Specialist
in Special Education and Specialized Educational Assistance - AEE. Since 2003,
he has always developed the idea that listening to adults, adolescents and
children is relevant, in particular listening to the inner pain of their
families. In professional practice, he has the opportunity to experience
emotional conflicts between family members and children and adolescents with
different emotional conflicts. It is possible that, from listening, the
presence of psychiatric disorders can be identified, to be followed up by a
specialized doctor, and the educator and psychoanalyst know how to
differentiate what can be psychiatric disorders and disorders, counting on the
emotional conflict presented. To exercise the “Power of Listening” and safely
contribute to the user, it is important to understand the knowledge bases of human
behavior. And in this sense, I understand that the scientific basis acquired in
the FAVENI Post-Graduation (Specialization Course - Psychoanalyst Title)
provides the principles to initiate deeper studies. In this article, aiming at
the title of specialist in Psychoanalysis, listening is an important ally to
assist the user, in helping the mental disorder, as a “syndrome” or disease
that affects the mind in various ways. In the AEE rooms we find different
manifestations, and the most common of this disorder are generalized anxiety,
panic, hallucinations, compulsions, bipolarity, among other behaviors that must
be diagnosed and treated by the psychiatrist, and have in psychoanalysis or
psychopedagogy a support for social integration. . In this sense, we can
understand that social integration becomes the set of processes used so that
all elements of a society dialogue and peaceful social relations exist. That
is, ensuring that all elements of society are incorporated into it, ensuring
its cohesion. Again, we can say that in listening, especially in the school
environment where children with physical and mental disabilities are operated,
this act of listening to the student, the teacher, the family member who has a
user in the AEE can contribute to social inclusion and avoid exclusion. And in
this sense I bring the collation that in school there can be no social
exclusion. Thus, the psychoanalyst in the school with Public or Private Service
of AEE, when working the removal of the social exclusion, that is, the
institutional discrimination of people or groups, leaving them outside the
conventional systems, we will be contributing so that individuals and classes
are socialized in multicultural environments that will find it easier to relate
to and understand individuals from different cultures. The presence of the
“power of listening” must be transformed into feelings of belonging, increasing
security and reducing worry. In listening, the psychoanalyst can transform the
idea of seeking positive feelings, undoing the creation of stereotypes,
prejudices and different forms of discrimination such as racism, xenophobia or
homophobia. And the prejudice against the mentally handicapped in its most
diverse nosological and nosographic varieties. In listening, we can help to
remove the reasons for social exclusion: a) Ethnicity; b) Religion; d) Gender;
e) Sexual Orientation; f) Social class; g) Political Ideologies; h) Age; i)
Appearance; and j) Disabilities.
Keywords: Neuroscience and Brain Mapping.
SYNDROMES WITH REPERCUSSION IN INTELLECTUAL DISABILITY, DISORDERS AND
NEUROPSYCHOLOGICAL DISORDERS. Learning process. Learning and Behavior
Disorders.
Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA
Introito.
Podemos
afirmar que a Psicanálise é a mais ampla área de atuação do saber humano nos
dois últimos séculos, que objetiva entender e promover o auto reconhecimento do
sujeito no campo psicodinâmico. E por consequência instiga o desenvolvimento
pessoal do profissional bem como o leva a compreender melhor as relações
humanas e os fenômenos comportamentais. Por fim no autoconhecimento considero
ser o ponto relevante, pois, compreender a própria mente, é o caminho para a
auto realização; no relacionamento interpessoal, a psicanálise “referencia” o
profissional a compreender melhor os comportamentos, sentimentos e emoções das
outras pessoas; no auxílio a outras pessoas, na psicanálise te oferece a base
para se estabelecer em lideranças, ou conselheiro, em suas famílias, trabalhos,
comunidades, etc. A formação em Psicanálise oferece as partes, profissional e
usuário do Sistema um aperfeiçoamento conceitual e prático para ajudar as
outras pessoas, principalmente nas escolas em todos os níveis; e na agregação
profissional a formação e prática veem a somar de forma a agregar o
Psicanalista como parte da sua atuação em outra área profissional (Como
exemplo, psicopedagogia, AEE, etc.). No caso da autora, Psicopedagoga com
atuação no AEE, por exemplo, a psicanálise veem associar conhecimentos à sua
área atual de trabalho, enriquecendo-a. Importante frisar que no ordenamento
jurídico brasileiro não existe restrições ao exercício profissional, o
Psicanalista com título acadêmico tem legitimidade para Clinicar, ou seja pode
trabalhar especificamente com Psicanálise, atendendo em consultório próprio ou
compartilhado (coworking), de maneira remunerada ou voluntariamente. Seguindo
rigorosamente o método psicanalítico com base em sua formação universitária.
Não existe, a nosso ver uma Psicanálise dissociada da teoria e prática. Na
formação do psicanalista devemos vislumbrar a etapa teórica e uma etapa
prática. Respeita-se, porém, a prática psicanalista não deve ficar restrita aos
preceitos de Freud, Lacan, Klein e Jung. Outros teóricos devem ser observados e
as suas teorias devem ser experimentadas e relatadas, além da própria prática
do profissional psicanalista. Importante que o Psicanalista participe de
Momentos de Supervisão, neles se debaterá estudos de casos trazidos pelos
profissionais psicanalistas e debatidos em conjunto para uma melhor atuação e
visão de campo prático. Nestes encontros se realizam na prática a Análise
profissional realizada em grupo. Se possível, destes encontros devem sair casos
concretos lavrados em termos monográficos e compartilhados. Defendemos que a
formação do Psicanalista, no âmbito da pós-graduação universitária nunca estará
completa, na formação se recebe as bases teóricas no contexto de um curso de formação
em Psicanálise Clínica. Assim, se firma que além da base teórica, devemos
realizar, ainda na formação teórica, atendimento clínico. A psicanálise veem
ocupando um espaço social e profissional relevante por conta de alguns fatores
que propicia benefícios ao profissional e ao usuário do “Sistema de Atendimento Psicanalítico”. Exemplos do porquê estudar
psicanálise.EXEMPLOS:1.1. Quais os benefícios de estudar Psicanálise. A autora
buscou e encontrou nesta formação acadêmica especializada os motivos: 1.
Autoconhecimento; 2. Relacionamento interpessoal; 3. Auxílio a outras pessoas;
e 4. Agregar na profissão atual. Para a conclusão deste introito é bom
ressaltar sobre o aspecto de regulamentação da profissão de Psicanalista. Na
República Federativa do Brasil e no mundo, a psicanálise é exercida livremente.
No Brasil, é uma profissão reconhecida socialmente, porém no plano
jurídico-legislativo não é regulamentada, podendo todo e qualquer profissional
com formação em psicanálise exercê-la. A atividade tem citação reconhecida pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (CBO – código 2515.50. O Psicanalista é um profissional
analítico, que desenvolve seu trabalho em consultórios, empresas, instituições,
hospitais, ou tantos outros espaços nos quais cabe-se a utilização da técnica
psicanalítica. O exercício da psicanálise é livre e leigo (não restrito a
médicos e psicólogos).
Introdução.
Na
Psicanálise, no entendimento do autor deve-se dá ênfase ao “Princípio da
Escuta”. A psicanálise surge e se desenvolve na escuta e a partir da escuta
singular à qual se propõe. Entendemos como relevante resgatar o desenvolvimento
do processo de escuta como recurso da técnica psicanalítica e suas implicações
na psicanálise como teoria. À medida que o campo psíquico pode ser equiparado a
um sistema aberto, a escuta destaca-se como ponto fundamental no campo
intersubjetivo, característico do encontro analítico.
Significado de Escutar.
Escutar
significa ouvir com atenção, interpretando e assimilando os sons e ruídos que
são captados pela audição. Quando alguém está escutando algo quer dizer que
está consciente e atento ao que está ouvindo. Além disso, escutar é compreender
e processar a informação que está a ser recebida. Etimologicamente, a palavra
escutar se originou na língua portuguesa através do latim ausculto, que pode
ser traduzido por "ouvir com atenção".
Diferença entre ouvir e escutar.
Ouvir é
a ação de receber sons e ruídos através da audição, ou seja, tudo aquilo que o
ouvido capta. Escutar, por outro lado, é o ato de prestar atenção naquilo que
se ouve.
Escuta na Psicanálise.
Freud introduz
na teoria psicanalítica o tempo da palavra como forma de acesso por parte do
homem ao desconhecido em si mesmo e o tempo da escuta que ressalta a
singularidade de sentidos da palavra enunciada. Ao produzir teorias, produções
teóricas e em seu trabalho clínico, de palavras que desvelam e velam; que
produzem primeiro descargas e depois associações. Palavras que evidenciam a
existência de um outro-interno, mas que também proporcionam vias de contato com
um outro-externo quando qualificado na sua escuta. “Esses tempos em Freud
inauguram a singularidade de uma situação de comunicação entre paciente e
analista. Um chega com palavras que demandam um desejo de ser compreendido em
sua dor, o outro escuta as palavras por ver nestas as vias de acesso ao desconhecido
que habita o paciente. A situação analítica é, por excelência, uma situação de
comunicação: nela circulam demandas nem sempre lógicas ou de fácil decifra
mento, mas as quais, em seu cerne, comunicam o desejo e a necessidade de serem
escutadas”.(Mônica
Medeiros Kother Macedo &; Carolina Neumann de Barros Falcão)
Será
que existe limite para a prática da escuta?
A importância da escuta na psicanálise vai se evidenciando na medida em
que percorremos os textos freudianos. As recomendações da técnica, assim como
os desenvolvimentos teóricos, apontam sempre para a preocupação de Freud de que
a psicanálise não perca o que a diferenciava das demais possibilidades
terapêuticas: o valor dado ao autoconhecimento e à liberdade pessoal. O que
visa ser escutado na psicanálise resulta em uma psicanálise da escuta. Os
lapsos, os sonhos, as repetições, os sintomas; enfim, as formas de
subjetividade – livres de uma classificação ou de rótulos – abrem espaços de
singularidade. (RBEc)
A
Psicanálise na escola, em particular no ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO,
passa pela sensibilidade da gestão, e um dos primeiros passos de um gestor que
busca avançar nesse sentido é garantir que as pessoas tenham espaços de ser
assistido por um psicanalista, e este, é fundamental tenha a visão da escuta. A
escola tem o dever ético de propiciar um meio de escuta diferenciada no campo
educacional, é o que passamos a definir como “escuta clínica”, uma expressão
mais comum no vocabulário de psicólogos e psicanalistas. A escuta clínica não
acontece necessariamente em um consultório e se materializa quando uma pessoa
se coloca e o grupo acolhe essa fala. Se isso não acontece, a escuta não se
materializa. Na nossa experiência é bom frisar que já nos foi oportunizado o
momento de mediar processos pedagógicos, entendemos que a escuta é um
denominador comum entre as áreas psicanalítica clínica e educacional. Em ambas
as atividades, é preciso sustentar um campo de conversa que tem a ver com esse
lugar da escuta que permite falas de experiências e pensamentos sem um objetivo
dialético pedagógico ou moral”, observa.
Na escola, sob a óptica da psicanálise, saber ouvir o usuário, aluno,
bem como professores e familiares em
relação aos seus reclames emocionais é fundamental para o sucesso do processo
ensino-aprendizagem. Ai se estabelece a prática de escuta ativa. Por meio dela,
é possível entender melhor o que as pessoas realmente estão dizendo e
desenvolver um relacionamento de qualidade com seus públicos interno e externo.
De acordo com o perfil do usuário o psicanalista desenvolve a técnica de escuta
ativa, avaliando no desenvolver do processo, na implementação, os benefícios
que ela pode trazer para o sistema e o usuário, em particular. Em resumo
podemos dizer que é fácil entender o que é escuta ativa. “Podemos definir o que é escuta
ativa como uma maneira de tornar os diálogos mais eficientes. Com base na plena
dedicação para ouvir e compreender o que o outro tem a dizer, a escuta ativa
permite que o ouvinte absorva, de fato, o conteúdo da fala do interlocutor”. É
por meio das técnicas de escuta ativa que se consegue interpretar e analisar o
que o outro está dizendo e chegar a conclusões isentas de equívocos. Trata-se
de uma prática em que o ouvinte não recebe as informações de forma passiva, mas
sim demonstrando um interesse verdadeiro sobre o que está sendo dito pelo
interlocutor a fim de estabelecer uma relação com ele. Dentro de uma sala de
aula, ou no CENTRO DE ATENDIMENTO
EDUCACIONAL ESPECIALIZADO, a escuta ativa pode ser aplicada em situações
como SESSÃO ESCOLAR, onde o usuário do AEE sempre detém uma deficiência, física
ou intelectual-cognitiva. Nas reuniões
do Grupo Gestor, na reunião de equipe docente, etc., feedbacks,
treinamentos, apresentação de propostas para gestão escolar. Neste momento a
intenção da escuta é adquirir informações relevantes do ponto de vista do
contexto em analise, para, então, chegar a soluções mais eficientes. Principais
benefícios da escuta ativa para o aprendente, no AEE. Quando bem executada, a
prática de escuta ativa pode trazer para o usuário uma série de benefícios que
vão desde a melhoria no relacionamento com os públicos interno(família) e externo
(escola, colegas, etc.) até a redução de conflitos causados por falhas na
comunicação. Na prática podemos elencar para melhor entender o que é escuta
ativa, os principais benefícios que essa prática pode oferecer: a) Melhoria na relação entre pessoas; b) Maior
clareza nos diálogos e redução de ruídos; c) Maior absorção de informações
relevantes; d) Aumento da confiança entre ouvinte e interlocutor; e) Redução de
falhas ocasionadas por falhas na comunicação; f) Maior geração de insights
vindos de alunos, professores, famílias; g)
• e colaboradores; h) Diminuição
de conflitos internos; i) Melhor entendimento por parte dos colaboradores sobre
o que, como e quando fazer; j) Desenvolvimento de empatia; l) Incentivo ao
trabalho em equipe; m) Melhoria no clima organizacional; n) Otimização de
processos.
Na
escuta qualificada o psicanalista pode ajudar o seu cliente, ou paciente, seja
na escola ou na Clínica Psicanalítica.
Recomendações para
desenvolver a escuta ativa na atividade diária do psicanalista.
Recomendamos
os critérios que seguem para desenvolver a escuta ativa na escola com AEE e na
Clínica Psicanalítica. São, a priori 4 técnicas de escuta ativa para
implementar, outras poderão ser desenvolvidas a contar com a experiência do
profissional. 1. O
Psicanalista deve fazer perguntas abertas - O objetivo da escuta ativa é
justamente ouvir o que a pessoa que está do outro lado tem a dizer. Nesse
sentido, uma maneira de estimular a pessoa exponha o seu ponto de vista em
relação a um assunto específico é fazendo perguntas abertas. Dessa forma, o
interlocutor poderá elaborar um raciocínio mais elaborado, que permitirá ter
uma dimensão mais completa sobre as percepções que ele tem em relação ao tópico
levantado. Estando diante de pessoa com deficiência cognitiva deve-se observar
a capacidade de interagir. 2.
Ao Psicanalista se recomenda que escute as respostas com bastante atenção -
Nesta técnica, é feita a escuta ativa propriamente dita. Ou seja, aqui você
deverá ouvir ativamente tudo o que a outra parte tem a dizer. Não basta apenas
ficar em silêncio enquanto o interlocutor estiver falando. É preciso se esforçar
para absorver o conteúdo da fala e assimilar o que está sendo dito. Para isso,
deve o profissional evitar distrações, deve fazer anotações sobre os pontos
mais importantes e atente-se a linguagem corporal, que também pode estar
comunicando algo. A resposta do usuário deve ser avaliada como fonte de
informação. 3. O Psicanalista
deve confirmar tudo o que escutou - Para garantir o pleno entendimento de tudo
o que foi dito pelo interlocutor, é preciso que confirme com ele tudo aquilo
que você escutou. Faça perguntas fechadas, de “Sim” ou “Não”, a respeito dos
pontos mais importantes que foram anotados. Sugere-se que elabore um resumo de
tudo o que foi dito e refletido. Deve se pedir para que a outra parte dê a
confirmação ou corrija qualquer erro de interpretação que o Psicanalista possa
ter tido. 4. O Psicanalista
deve dá um feedback para o interlocutor - Por fim, para que a sua escuta ativa
seja bem sucedida, é essencial que você dê uma resposta para o seu
interlocutor. Compartilhe com ele a sua visão sobre aquele assunto, levando
sempre em consideração a perspectiva de quem está do outro lado da conversa.
Estruturando a escuta.
O ponto
de partida para trabalhar com a escuta é entendê-la como um processo perene e
criar condições para que ela ocorra de forma qualificada. Paula Chieffi(*) fala de um “estado de escuta”
permanente, que não se traduz apenas em momentos pontuais ou localizados. Para
colocar a escuta em um espaço estruturante, recomenda-se que o Psicanalista
explicite essa intencionalidade e busque consensos entre seus diversos atores
sobre o porquê dessa proposta. Paula pontua que são esperadas resistências por
parte dos que não veem sentido na prática, em um primeiro momento. Nesse caso,
sugere que os trabalhos sejam iniciados junto aos interessados, para que o
ambiente possa sentir os efeitos aos poucos. Outro passo importante na prática
psicanalítica é, para além do estado permanente de escuta, instaurar espaços
com periodicidade fixa para que os participantes possam se habituar a
acompanhar os debates e se apropriarem das pautas, análises, encaminhamentos e
o tempo de execução de uma decisão. (*)
Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC-SP, 2002). Mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Subjetividade da
PUC-SP (2009). Doutora em Educação pelo Programa de Filosofia e Educação da
Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP, 2017)
Por
fim, com suporte na reflexão de Paula Chieffi, o Psicanalista deve ter cautela
e observar alguns cuidados que devem ser tomados. “Um deles diz respeito a
interpretação errônea que muitas pessoas fazem do Psicanalista”. Este
profissional não trata de “doido”, como dizem muitos alunos em escolas com AEE.
O processo de escuta na visão de Paula, justificam algumas resistências. “As
pessoas tem a falsa ideia de que escutar é se subjugar ao outro e que portanto
as demandas apresentadas precisam ser atendidas, e isso não é verdade. O
compromisso é com o acolhimento e encaminhamento das demandas”.
Psicanálise e Saúde Mental.
O
psicanalista não tem autorização legislativa-normativa de prescrição
medicamentosa, nem deve avançar nas áreas da psiquiatria e psicologia. Porém,
não se vislumbra um psicanalista clínico sem formação acadêmica que possa
dar-lhe condições de identificação no mínimo dos 8 (oito) principais tipos de
Transtornos Mentais e sua prevalência. Pois, é na escuta que ele pode
identificar a presença dos sintomas e encaminhar aos profissionais da
psicologia e da psiquiatria. A psicanálise, por sua vez, esteve vinculada, no
Brasil, à psiquiatria na primeira metade do século passado, e com seu suporte
teórico privilegiou-se a relação com o louco. O afastamento entre a psicanálise
e a psiquiatria se deu no momento em que a invenção de Freud deixou de ser entendida
como uma técnica terapêutica da psiquiatria para constituir um novo tipo de
abordagem da doença mental, com características distintas fato influenciado
também pela criação, no País, de instituições psicanalíticas (Rocha, 1989). Na saúde pública, a entrada da psicanálise
ocorreu através do profissional psicólogo, fato ainda hoje comum, pois não
existe nos quadros funcionais o cargo de psicanalista. Mas a psicanálise
enfrenta desafios distintos, antes de tudo porque não pretende primariamente
ampliar a qualidade de vida dos indivíduos, mas propiciar uma escuta
diferenciada a quem está em sofrimento. E, em face dessa discordância, tampouco
objetiva repensar sua base conceitual, mas, ao contrário, fortalecê-la para
intervir de maneira adequada, advertida, interessada. A presença da psicanálise
no ambulatório público de certa maneira foi prevista por Freud em Linhas de
Progresso na Terapia Psicanalítica (1919/1974), ao sustentar que, em algum
momento, a sociedade despertaria para a necessidade de oferecer a escuta analítica a toda a
população, não importando a classe social. Ele próprio cogitou
de criar instituições gratuitas compostas por analistas visando aos pacientes
sem condições de bancá-los na clínica privada.
A
partir da reforma sanitária, na década de 1970, e da criação do Sistema Único
de Saúde - SUS, em 1988, os serviços ambulatoriais foram fortalecidos no
Brasil. Constituídos por equipes interdisciplinares, a presença do psicanalista
é neles cada vez mais comum. Entretanto, ainda que diversas áreas científicas
se façam presentes nas equipes ambulatoriais, a hegemonia médica é
indiscutível, o que muitas vezes culmina em dificuldades para a prática do
psicanalista. Com isso, a viabilidade da clínica psicanalítica nos ambulatórios
brasileiros é constantemente questionada e ameaçada, pois são inúmeras as
divergências entre as demandas institucionais e o trabalho analítico. Porém, a
cada dia que avança encontramos a importância do Psicanalista na Escola,
pública ou privada. Diante desse contexto, este artigo tem como objetivo
central a propalação da “escuta” e ao psicanalista dentro deste contexto pode
contribuir para reduzir os impasses que ocorrem entre a psicanálise e as
equipes diversas em particular no âmbito dos ambulatórios médicos. Trata-se, a
discussão da “escuta” de um trabalho teórico, cujas fontes foram as produções
bibliográficas a respeito do tema. Como conclusão, destaca-se que, apesar dos
entraves e constantes desafios aos quais é submetida, a prática psicanalítica é
plenamente viável e efetiva a sua presença nas escolas e nos ambulatórios
públicos brasileiros, e fortalecendo a “escuta” como referência de assistência
ao usuário.
Distintamente
das inúmeras abordagens psicoterápicas, o trabalho analítico não tem como foco
os efeitos terapêuticos. Estes são inegáveis e geralmente não tardam a
aparecer, mas de maneira alguma é (primariamente, como já afirmado) o objetivo
do tratamento analítico, isso porque a psicanálise não visa a normalizar o
sujeito ou a adequá-lo à realidade, por entender que essa seria uma tarefa
impossível. A psicoterapia explora e
exalta a dimensão imperativa do significante; já a psicanálise visa a
reduzi-la. Em outras palavras, a psicoterapia reproduz o discurso do mestre, o
discurso em que há um representante do saber e os médicos e muitos outros
profissionais tendem a ocupar esse lugar, definindo o melhor caminho para o
paciente, por sua vez colocado no lugar de desconhecimento (Coutinho Jorge,
2006). O analista se recusa a fazer esse jogo. O S1 (significante-mestre) que o
analista quer sustentar é o do sintoma do sujeito, e não o significante-mestre
da civilização. Com isso, ele pode formular as condições de uma psicanálise
aplicada à terapêutica uma possibilidade viável de adequação à demanda
institucional que não se relacione em nada com a psicoterapia (Laurent citado
por Stevens, 2007). Uma instituição é orientada por um significante-mestre da
civilização: no caso do ambulatório, o saber médico; logo, uma vez dentro desse
conjunto, o psicanalista não deve se impor, se opor ou se colocar a serviço do
mestre, mas sim, furar os S1 da instituição (Stevens, 2007; Rita Meurer
Victor - Centro Universitário de Várzea Grande; Fernando Aguiar, Santa
Catarina, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil).
Por
finalização dialética, observe que o universo de saúde mental é muito amplo,
segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5),
existem mais de 300 Transtornos Mentais catalogados. Cada vez mais as pessoas
têm buscado ajuda profissional e o que pode ter aumentado os saberes sobre os
Transtornos Mentais assim como a mensuração de suas prevalências. Podemos
citar, exemplos de Transtornos Mentais mais comuns no Brasil e sua prevalência
por percentual populacional.
Transtornos Mentais e suas Prevalências.
TABELA 1
|
Principais Transtornos Psiquiátricos |
Prevalências |
|
1 – Ansiedade |
9,3% da população brasileira |
|
2 – Depressão |
5,8% da população brasileira |
|
3 – Transtornos Alimentares |
4,7% dos brasileiros – chegando a 10% na adolescência |
|
4 – Transtorno Bipolar |
4% da população brasileira |
|
5 – Transtorno obsessivo-compulsivo |
2% da população brasileira |
|
6 – Esquizofrenia |
2 milhões de brasileiros – 1% |
|
7 – Estresse pós-traumático |
1% a 3% da população brasileira |
|
8 – Transtorno de personalidade Borderline |
6% da população mundial |
O Transtorno Mental. Como identificar um Transtorno
Mental.
Os
transtornos mentais geralmente são caracterizados por uma combinação de
emoções, comportamentos, percepções e pensamentos que podem afetar a vida de
uma pessoa. Para identificar um Transtorno Mental é importante ficar atento ao
comportamento do indivíduo, que pode apresentar sinais como: 1) Mudanças de
humor repentinas; 2) Mudanças no comportamento; 3) Dificuldade em se
concentrar; 4) Dificuldade em raciocinar; 5) Problemas em expressar ideias; 6)
Dificuldade em conviver com outras pessoas. Entre outros. O ideal é que o Psicanalista ao observar em
seu assistido, ou cliente, paciente, a presença desses sinais, oriente, o
encaminhe o indivíduo na busca de ajuda profissional para um diagnóstico preciso,
de preferência um Médico Psiquiatra e um Psicólogo. Eles juntos, de acordo com
uma minuciosa avaliação, poderão dar o diagnóstico e prognóstico.
O que
pode causar um Transtorno Mental? Não é
possível definir uma só causa para esse tipo de distúrbio. Há várias situações
que podem acabar desencadeando algum distúrbio mental, como: a) Fatores
Psicossociais: situações de estresse; vida familiar; ambiente escolar e outros;
b) Genéticos: ligados aos transtornos mentais relacionados ao histórico
familiar do indivíduo; c) Ambientais: relacionados a problemas enfrentados na
comunidade (violência urbana) e tipos de possíveis abusos (físico, psicológico
e sexual); d) Biológicos: situações de anormalidades do sistema nervoso
central. O fato é que, independentemente das causas que desencadearam algum
tipo de distúrbio, é importante ressaltar o quanto esses problemas podem afetar
a qualidade de vida e bem-estar das pessoas. Daí a importância de um
diagnóstico precoce e tratamento adequado.
Os Transtornos Mentais mais comuns no Brasil.
Na
escola com AEE a prática oferece situações emocionais das mais complexas. Entre
elas observamos: 1) Ansiedade; 2) Depressão; 3) Transtornos Alimentares; 4) Transtorno
Bipolar; 5) Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC); 6) Esquizofrenia; 7)
Estresse pós-traumático; e 8) Transtorno de personalidade Borderline.
No
âmbito das escolas brasileiras se observa os Transtornos Mentais mais comuns: I – Ansiedade é caracterizada pela
sensação de desconforto, tensão, medo ou mau pressentimento que são provocados
pela antecipação de perigo ou algo desconhecido. Pode afetar a vida social e
emocional do indivíduo e provocar sintomas como: tremores, falta de ar,
palpitações, sensação de sufocamento, suor frio e etc. De acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), cerca de 9,3% da população brasileira possui um quadro de ansiedade. O
que nos torna um dos países mais ansiosos do mundo; II) Depressão é um transtorno psicológico que causa tristeza
persistente e impede a realização das tarefas diárias; é definida por ser um
estado de humor deprimido que pode persistir por muito tempo. É também
acompanhada por sintomas como: apatia, insônia, irritabilidade, falta de
energia, ganho ou perda de peso e etc. Segundo a OMS, cerca de 5,8% da população
brasileira possui o quadro de depressão; III)
Transtornos Alimentares - Anorexia
Nervosa e Bulimia são alguns dos transtornos alimentares mais comuns. A
anorexia é caracterizada pela perda de peso intencional, provocada pela recusa
de alimentação, distorção da própria imagem e medo de engordar. A bulimia
consiste em comer grandes quantidades de comida e logo depois eliminar as
calorias de formas prejudiciais para o corpo. Esse tipo de transtorno é muito
comum na fase adolescente, e afeta cerca de 4,7% dos brasileiros; IV) Transtorno Bipolar provoca grandes
mudanças de humor, dificuldades na comunicação e socialização. Pode oscilar em
estados de depressão para impulsividades e excesso de extroversão. Esse transtorno chega a atingir 4% da
população brasileira; V) Transtorno
Obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno de ansiedade caracterizado por
pensamentos recorrentes e desagradáveis (obsessões) e comportamentos
repetitivos ritualizados (compulsões), voltados para a redução do desconforto
associado a tais pensamentos. Pessoas que possuem TOC, podem ter obsessões por
lavar as mãos, limpeza, necessidade de simetria e etc. De acordo com estudos, cerca de 3 a 4 milhões
de brasileiros (2% da população) apresentam esse quadro; VI) Esquizofrenia é um transtorno psicótico que provoca distúrbios
no pensamento, percepção, vontade, atividades sociais e linguagem das pessoas.
A esquizofrenia é caracterizada por pensamentos ou experiências que parecem não
ter contato com a realidade, fala ou comportamento desorganizado e participação
reduzida nas atividades cotidianas; VII)
Estresse pós-traumático é marcado pela ansiedade que surge após uma
situação traumática. A pessoa afetada revive persistentemente o ocorrido com
recordações, e apresenta grande sofrimento psicológico. A prevalência de
brasileiros afetados pelo Transtorno de Estresse pós-traumático chega de 1% a
3% da população; VIII) Transtorno de
personalidade Borderline é caracterizado por um padrão de emoções instáveis
nos relacionamentos e comportamento em geral. A pessoa com Borderline pode ir
de uma imensa euforia a um sentimento intenso de raiva, depressão ou ansiedade.
Cerca de 6% da população mundial possui esse transtorno.
A Psicanálise como coadjuvante na psicoterapia.
Aplicando
a Psicanalise na escola com AEE, podemos observar e seguir o raciocínio de Andre Luis Cuani(**) podemos
asseverar que o Poder da Escuta pode em muito ajudar aos usuários do SISTEMA
com uma das características de algum dos Transtornos referenciados nos
parágrafos anteriores. O Psicanalista durante a escuta ou e a
Psicoterapia pode auxiliar na identificação e encaminhamento para o tratamento
de um possível Transtorno, assim como poderá levantar subsídios e informações
relevantes para enviar ao médico, caso necessite de uma avaliação
psiquiátrica. Na escuta o psicanalista
pode em muito ajudar a entender os sentimentos e emoções do outro que se propõe
a falar. O Psicanalista deve a nosso ver, fortalecer o processo de conversar
sobre a presença de eventuais transtornos, ansiedade, autoconhecimento,
depressão e habilidades sociais. Andre Luis Cuani(**) Psicólogo com
experiência em Gestão de Pessoas e Atendimento Clínico, Formado em Administração/Processos
Gerenciais pela UNINTER e em Psicologia pela INESUL, é Especialista em Gestão
de Pessoas e em Terapia Cognitiva Comportamental. Profissional/psicólogo do
Zenklub. CRP: 08/29800.
Considerações finais. Conclusão.
Ideia
de que a escuta do adulto, adolescente e
da criança é relevante, em particular escutar a dor interior dos seus
familiares no âmbito da Escola com serviço de AEE, fortalece o pensamento de um
novo olhar, no presente e no futuro. Psicanálise e Educação: entendendo o papel
do psicanalista diante dos processos de aprendizagem. O Psicanalista será nas
próximas décadas um aliado na colaboração e instrução ao professor para a sala
de aula. O Psicanalista deve defender
que que os futuros profissionais de educação conheçam o funcionamento do
cérebro e das emoções, e pelo processo da escuta possa melhorar suas práticas e
lidar com potencialidades e dificuldades dos alunos. E em relação ao PROCESSO
DE ESCUTA não será um favor. Ou seja deve estar preparado para saber e propalar
o respeito ao próximo. Talvez na escuta muitos valores e dificuldades possam
interagir para o bem coletivo, aluno, escola e professor. O Psicanalista no
exercício profissional na Escola e no AEE tem a oportunidade de vivenciar
conflitos emocionais de familiares com crianças e adolescentes com conflitos
emocionais diversos. É possível que a partir da escuta se possa
identificar a presença de distúrbios psiquiátricos, a ser
acompanhado por médico especializado, e ao educador e psicanalista saber
diferenciar o que pode ser transtornos e distúrbios psiquiátricos a contar com
o conflito emocional apresentado. Feito essas considerações o Psicanalista
poderá estar apto para exercer o “Poder de Escuta” e contribuir seguramente com
o usuário é importante entender as bases de conhecimento do comportamento
humano.
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Professor César Augusto Venâncio da. ENSAIOS DE NEUROCIÊNCIA - Professor César
Augusto Venâncio da Silva – Mestrando. Terça-feira, 6 de maio de 2014
Neurociência NEUROCIÊNCIA APLICADA CLÍNICA PSICOPEDAGÓGICA: NEUROCIÊNCIA
APLICADA CLÍNICA PSICOPEDAGÓGICA: MAPEAMENTO CEREBRAL. Síndromes com
repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos
neuropsicológicos. Capítulo I Mapeamento
Cerebral.
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SILVA,
Professor César Augusto VENANCIO DA. é escritor científico na área de Neurociência Clínica, na linha de Estudos de Mapeamento Cerebral
com fins de identificação de distúrbios e transtornos sindrômicos com
repercussão na cognição – Deficiência Intelectual, com livros publicados conforme
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SILVA,
César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA – Princípios Gerais – Tomo I. 1ª. Edição. Julho de 2012.
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http://pt.scribd.com/doc/100199298/EDICAO-PARA-IMPRESSAO-I-PARA-GRAFICA
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César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA – Síndromes com
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César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA – Síndromes com
repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos
neuropsicobiológicos – SÍNDROMES –
SEGUNDA PARTE – Autismo e X-Frágil -
Tomo III – Volume II – SUBTOMO I . 1ª. Edição. Outubro de 2012.
Fortaleza, Ceará, Brasil. 326 Páginas.
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http://pt.scribd.com/doc/110843763/PRIMEIRO-VOLUME-DO-LIVRO-EDICAO-OFICIAL-PUBLICAR-SUMARIO
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SILVA,
César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA – Síndromes com
repercussão na deficiência intelectual, distúrbios e transtornos
neuropsicobiológicos – SÍNDROMES –
SEGUNDA PARTE – Autismo e X-Frágil -
Tomo III – – SUBTOMO II . 1ª.
Edição. Fevereiro de 2012. Fortaleza, Ceará, Brasil. 683 Páginas.
http://pt.scribd.com/doc/125635250/LIVRO-REVISADO-VOLUME-II-TOMO-II-FEV-2013-NEUROCIENCIAS
SILVA,
César Augusto Venâncio da. NEUROCIÊNCIAS APLICADA CLÍNICA PSICOPEDAGÓGICA:
Introdução ao Autismo. – 2ª. Edição.
Dezembro de 2013. Fortaleza, Ceará, Brasil. 463 Páginas.
1.a
Edição Julho de 2012 – Fortaleza – Ceará – Brasil
SEGUNDA
EDIÇÃO – REVISADA E AMPLIADA. 2.a Edição – Dezembro de 2013 – Fortaleza – Ceará
- BrasilNEUROCIÊNCIA APLICADA- CLÍNICA PSICOPEDAGÓGICA: Introdução ao Autismo
Silva,
Especialista Professor César Augusto Venâncio da. Mestrando em Psicologia
Clínica – Programa de Neurociência Clínica. NEUROCIÊNCIAS PSICOBIOLOGIA.
BIOLOGIA NEURONAL. PRINCÍPIOS GERAIS. TOMO I. 2013
http://pt.scribd.com/doc/187484556/Livro-de-Neurociencia-Tomo-i
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