Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA
Resumo.
A
autora é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Especialista
em Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado – AEE. Desde o ano
de 2003, sempre desenvolveu a ideia de que a escuta do adulto, adolescente e da criança é relevante, em
particular escutar a dor interior dos seus familiares. No exercício
profissional tem a oportunidade de vivenciar conflitos emocionais de familiares
com crianças e adolescentes com conflitos emocionais diversos. É possível que a
partir da escuta se possa identificar a presença de distúrbios psiquiátricos,
a ser acompanhado por médico especializado, e ao educador e psicanalista saber
diferenciar o que pode ser transtornos e distúrbios psiquiátricos a contar com
o conflito emocional apresentado. Para exercer o “Poder de Escuta” e contribuir
seguramente com o usuário é importante entender as bases de conhecimento do
comportamento humano. E neste sentido compreendo que a base cientifica
adquirida na Pós-Graduação FAVENI (Curso
de Especialização – Título de Psicanalista) fornece os princípios para
iniciar estudos mais profundo. Neste artigo objetivando o título de
especialista em Psicanálise, se tem na escuta um importante aliado para
assistir o usuário, no auxílio ao distúrbio mental, enquanto “síndrome” ou
doença que afeta a mente de várias formas. Nas salas de AEE encontramos
manifestações diversas, e as mais comuns desse transtorno estão ansiedade
generalizada, pânico, alucinações, compulsões, bipolaridade, entre outros
comportamentos que devem ser diagnosticados e tratados pelo médico psiquiatra,
e ter na psicanálise ou psicopedagogia um suporte de integração social. Neste
sentido podemos entender que a integração social passa a ser o conjunto de
processos utilizados para que todos os elementos de uma sociedade dialoguem e
existam relações sociais pacíficas. Isto é, garantir que todos os elementos da
sociedade nela sejam incorporados, garantindo a sua coesão. Novamente podemos afirmar que na escuta,
principalmente no ambiente escolar onde se opera com crianças com deficiências
física e mental, este o ato de ouvir o discente, o professor, o familiar que tem
usuário no AEE podemos contribuir com a inclusão social e evitar a exclusão. E
neste sentido trago a colação que na escola não pode haver exclusão social. Assim, o psicanalista na escola com Serviço
Público ou Privado de AEE, ao trabalhar o afastamento da exclusão social, ou seja à discriminação institucional de
pessoas ou grupos, deixando-os fora dos sistemas convencionais, estaremos contribuindo para que indivíduos
e classes sejam socializado em ambientes multiculturais que terão uma maior
facilidade em relacionar-se e compreender indivíduos de culturas diferentes.
A presença do “poder de escuta” deve ser
transformado em sentimentos de pertencer, ampliando a segurança reduzindo a
preocupação. Na escuta, o
profissional psicanalista pode transformar a ideia de busca de sentimentos
positivos, desfazendo à criação de estereótipos, preconceitos e diferentes
formas de discriminação como o racismo, xenofobismo ou homofobia. E o
preconceito ao deficiente mental em suas mais diversas variedades nosológicas e
nosográficas. Na escuta poderemos contribuir para afastar os motivos de
exclusão social: a) Etnia; b) Religião; d) Gênero; e) Orientação Sexual; f) Classe
social; g) Ideologias Políticas; h) Idade; i) Aparência; e j) Deficiências.
Palavras-chave: Neurociência e
Mapeamento Cerebral. SÍNDROMES COM
REPERCUSSÃO NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, DISTÚRBIOS E TRANSTORNOS
NEUROPSICOLÓGICOS. Processo de aprendizagem. Distúrbios de
Aprendizagem e Comportamento.
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